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Diretor do Depin proíbe realização de exames da covid-19 em delegacias; Sindipoc realiza assembleia nesta terça (4)

Eustacio Lopes afirma que essa decisão é um crime e acredita que seja motivada para impedir a detecção de novos casos positivos e o afastamento de policiais civis do trabalho.

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Foto: Acorda Cidade

Uma assembleia para decidir ou não por uma paralisação de 24 horas pela Polícia Civil será realizada nesta terça-feira (4) no Complexo de Delegacias do bairro Sobrinho, em Feira de Santana. De acordo com Eustacio Lopes, que é presidente do Sindicato dos policiais civis da Bahia (Sindipoc), o motivo da assembleia é a proibição, feita através do Departamento de Polícia do Interior (Depin), do sindicato realizar testes para covid-19 em policiais civis dentro das delegacias.

Eustacio Lopes afirma que essa decisão é um crime e acredita que seja motivada para impedir a detecção de novos casos positivos e o afastamento de policiais civis do trabalho. De acordo com ele, no momento três policiais civis estão em estado grave na Bahia, 459 estão infectados e seis já morreram. Feira de Santana, conforme informou, são 38 policiais civis positivos para Covid-19, no momento.

“Se continuar com os testes, mais policiais vão ser positivados e vão se afastar dos trabalhos. Quero dizer a população que não procure a delegacia pelos próximos 30 dias, pois as delegacias de polícia da Bahia são verdadeiras proliferações de covid do estado. A polícia civil mostra uma covardia ao proibir a testagem, pois mostra que não tem nenhum respeito com a população pois querem expor policiais civis positivados”, afirmou.

O sindicalista informou que o sindicato vai denunciar a situação ao Ministério Público e ao Ministério do Trabalho, além da realização de assembleia com indicação de paralisação de 24 horas. Segundo ele, o objetivo é denunciar e cobrar providências do governo do estado.

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“Acredito que o governo do estado desconhece essa situação e não colabora com essa prática. Infelizmente são policiais assintomáticos, então eles continuam trabalhando e contaminando os colegas e a população. Em Camaçari, na testagem que teve, 26 policiais civis foram positivados e em Salvador o número de infectados em todas as delegacias é alto. A polícia civil não tem nenhuma política de prevenção, no interior os policiais tem dificuldade para fazer o teste, pois enfrentam dificuldade com as prefeituras e quando esse policial é contaminado, eles ficam desamparados”, lamentou.

Eustacio Lopes disse ainda que a polícia civil não quer implantar o protocolo de biossegurança com a higienização das delegacias diariamente e também das viaturas, além de aplicar o protocolo com controle de acesso, aferindo a temperatura e mantendo o distanciamento social.

As informações são do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

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