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Delegado é acusado de praticar racismo no carnaval

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Foto: Reprodução (Camaçari Notícias)

O caso que veio à tona logo após a Comissão de Promoção de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), tomar conhecimento da suposta atitude do delegado Vinícius Leão, que está sendo investigado por suspeita de crime de racismo contra outros policiais civis, durante o carnaval, enquanto trabalhava no Circuito Osmar (Campo Grande), na terça (25), conforme a publicação do Correio.

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O delegado teria se recusado a almoçar com os agentes negros, dizendo; “não vou almoçar com essa negaiada toda”.  

Ainda de acordo com publicação, ontem (27), a advogada e presidente da comissão da OAB-BA, Dandara Lucas Pinho, disse que vai acionar o Ministério Público da Bahia para saber o que a Corregedoria da Polícia Civil (Correpol) fez em relação caso.

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“A comissão repudia veementemente qualquer declaração racista, especialmente oriunda de preposto do Estado, repudiando também o racismo institucional e estrutural, haja vista a existência de núcleos especializados para registro de casos de racismo no Carnaval, bem como o dever de o Estado implementar a delegacia especializada permanente conforme consta no artigo 79 do Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia e que atitudes como estas não devem ser tratadas como mera especulação, tampouco como ‘mimimi’ ou vitimismo destas que foram vítimas das marcas do período escravocrata que o Brasil ainda convivera”, declarou Dandara.

O advogado Oberdan Valdez, que defende o delegado, afirmou que seu cliente não cometeu crime, “Foi constatado que ele não cometeu o ato de racismo, tanto que não ficou preso”, disse o advogado.

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O suspeito e testemunhas foram ouvidos no mesmo dia na Correpol, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil. O Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Estado da Bahia (ADPEB) informou que o corpo jurídico da entidade acompanha o caso.

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