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Acusado de matar e incendiar companheiro em 2014 é sentenciado a 20 anos de prisão

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Foto: Aldo Matos (Acorda Cidade)

Lindomar Silva Longuinhos, acusado de degolar, matar e incendiar em 2014 Nilton Cesar Correia Santos, com quem tinha um relacionamento que durou três meses, foi condenado a 20 anos de prisão, em regime fechado, a ser cumprido no Conjunto Penal de Feira de Santana. O caso aconteceu na cidade e o julgamento ocorreu na terça-feira (28), sob juízo da doutora Márcia Simões Costa.

Além de ter matado, Lindomar também subtraiu uma bicicleta e um telefone celular da vítima. O acusado, que conseguiu fugir, ainda incendiou a casa para ocultar o corpo, mas os vizinhos apagaram o fogo.

Antônio Luciano Silva Assis, promotor do caso, considerou adequada a pena pela gravidade que foi o crime. “Esperamos uma pena nesses termos e nesse patamar por conta da crueldade e da forma e motivação do crime. Durante todo o processo não foi levantada essa informação de perturbação mental ou insanidade mental, como ocorreu no julgamento. Essa argumentação em plenário é legítima, mas seria um retrocesso para o caso específico”, disse.

Por outro lado, a defensora pública Fernanda Morais disse que vai recorrer da sentença aplicada e explicou que a defensoria postulou o reconhecimento de uma situação de semi-imputabilidade do acusado, alegando que ele tinha ingerido muita droga e não tinha condição parcial para se determinar, conhecendo a ilicitude do fato.

“A gente requereu que essa causa de diminuição de pena fosse reconhecida, mas o pedido de quesitação não foi acatado pela doutora. A defesa entende que nesse caso existe uma situação de nulidade insanável, ou seja, como foi uma defesa que foi feita, mas não foi quesitada aos jurados, o código de processo penal diz que nesse caso o júri deve ser analisado. Mas esse é um entendimento que vai ter que ser levado ao Tribunal de Justiça”, disse.

Fernanda falou que o acusado estava fora de si no momento do crime e comentou também que o acusado e a vítima tiveram uma discussão antes do ocorrido. “Ele [Lindomar] teria sido ameaçado de que fosse revelada a orientação sexual dele” e com isso, se a  “informação viesse à tona para a sociedade feirense e para a própria família, ele por vergonha e por medo” resultando no crime.

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