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Bahia mantém segundo lugar em investimentos públicos

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A Bahia mantém as finanças em equilíbrio, com uma das dívidas mais baixas entre os Estados, equivalendo a 57% da receita corrente líquida, e se colocando no segundo lugar em investimentos públicos do país. A informação foi dada pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, durante audiência pública na Assembleia Legislativa sobre as contas do Estado, realizada na terça-feira (6).

Conforme o gestor, de janeiro a abril, a Bahia investiu R$ 555,8 milhões, ficando mais uma vez atrás apenas de São Paulo, cujos investimentos somaram R$ 904,6 milhões. O terceiro lugar coube ao Paraná, com R$ 280,3 milhões – metade do total investido pelo governo baiano.

Apesar da significativa redução nas previsões quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, após recuo de 0,2% no primeiro trimestre, destacou Manoel Vitório, o governo baiano “preserva o bom desempenho fiscal dos últimos anos, o que lhe permite pagar em dia os servidores e fornecedores e, ao mesmo tempo, se firmar entre os líderes do país em investimentos”.  De acordo com reportagem do jornal ATarde, entre 2015 e 2018, a Bahia investiu R$ 10,3 bilhões, valor proporcionalmente maior que o alcançado por São Paulo, líder nacional nos últimos quatro anos. “O governo paulista, tendo investido R$ 31,9 bilhões no mesmo período, possui orçamento cinco vezes maior que o baiano”, pontuou.

Os bons indicadores, para o gestor estadual, têm mérito adicional por ocorrerem num Estado que tem a maior parte do seu território na região do Semiárido e que, em função disso, tem ampliado nos últimos anos a proporção entre o orçamento público e o PIB estadual. Esta relação chegou a 18%, percentual que é o dobro daquele registrado, por exemplo, em São Paulo.

Segundo Vitório, os investimentos do Estado nos primeiros meses de 2019 destinaram-se principalmente às áreas de mobilidade urbana, recuperação de rodovias, saneamento básico, abastecimento de água, saúde, contenção de encostas, agricultura e meio ambiente, segurança, barragens e educação.

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