Início Política Depois de Bolsonaro pregar fim de radares, PRF reage: ‘Não temos como...

Depois de Bolsonaro pregar fim de radares, PRF reage: ‘Não temos como concordar’

0
Foto: Reprodução

Em resposta ao posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pela retirada de radares móveis de fiscalização das rodovias do país, a Federação Nacional de Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF) emitiu uma nota para alertar sobre o perigo de uma possível decisão e da importância do uso da tecnologia na prevenção de acidentes. A instituição ressaltou que “salvar vidas” é a “missão” dos agentes:“A missão maior dos policiais rodoviários federais é salvar vidas. E o uso adequado e técnico de equipamentos de radar é um dos meios capazes de concretizar esta missão”

O vice-presidente da FENAPRF, Dovercino Neto, que é subordinada à pasta do ministro Sérgio Moro, afirmou ver com “preocupação” as “declarações do presidente”, que chegou a chamar os radares de “armadilhas para pegar os motoristas”.

“Vemos com preocupação a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso de radares móveis por parte da PRF. A utilização de tecnologias na fiscalização é fundamental para a redução do alto número de acidentes e mortes no trânsito “, reforça.

Dovercino salienta, segundo informações do Globo, que esta concepção vai na “contramão” do que tem acontecido nos principais países desenvolvidos em todo o mundo, e que o Brasil ainda registra um número de acidentes fatais com automóveis “alarmante”:

“Não podemos ir na contramão, sobretudo quando o Brasil ainda tem números tão alarmantes de mortes no trânsito, muitas das quais que decorrem do abuso da velocidade. A fiscalização pode e deve ser aprimorada. Mão temos como concordar com a eliminação deste tipo de fiscalização”.

Na última quinta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender mudanças nas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), como aumentar de 19 para 40 o limite de pontos que o motorista pode atingir sem que perca o direito de conduzir o veículo. O capitão também pregou o fim dos “simuladores”, visando uma economia de R$ 2 mil para quem pretende tirar a carteira de habilitação.

Print Friendly, PDF & Email