Início Destaque Vice-governador nega que ponte Salvador-Itaparica acabará com porto: ‘Não procede’

Vice-governador nega que ponte Salvador-Itaparica acabará com porto: ‘Não procede’

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Foto: Reprodução

O vice-governador da Bahia e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), João Leão (PP), negou que a ponte Salvador-Itaparica irá acabar com o porto da capital baiana, como apontou ao Bahia Notícias o especialista em Direito Marítimo, o advogado Zilan da Costa e Silva Moura.

Segundo o advogado, com altura de 85 metros, a ponte vai impedir a passagem de navios e plataformas de petróleo. Leão declarou, no entanto, que as pontes de Brooklyn (nos Estados Unidos) e a de Rio-Niterói têm apenas 65 metros e não prejudicam a economia destas localidades.

“Isso não procede. A ponte não prejudica absolutamente em nada. A ponte não veio para prejudicar em nada o porto nem o estaleiro [da Enseada do Paraguaçu]. Nenhum navio tem mais de 80 metros de altura. E as plataformas, com mais de 80 metros, podem ser desmontadas e montadas em alto mar. Não tem problema nenhum”, declarou Leão.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para a ponte ter uma altura de 125m, o governo teria um gasto alto de R$ 1 bilhão a mais. Em nota, a pasta explicou que o Porto de Aratu, na Baía de Todos-os-Santos, não recebe navios acima de 85m e que o traçado da ponte está antes do Porto de Salvador.

“O Governo não acredita que a atividade de manutenção de plataformas, atualmente realizada nos estaleiros, justifique um gasto extra da ordem de R$ 1 bilhão para colocar a ponte a 125m de altura. Com a execução do projeto da ponte, está garantido mais desenvolvimento, emprego e renda para a Bahia e para os baianos. A construção de plataformas, por sua vez, são apenas possibilidades e não estão garantidas. Sendo assim, o Governo optou por uma estratégia que assegure o crescimento econômico das regiões beneficiadas e a geração de postos de trabalho”, aponta a SDE.

Sobre o trabalho na Enseada de Paraguaçu, a SDE justificou que “a Ponte terá um impacto muito maior na economia baiana do que a manutenção de plataformas” e que o Estaleiro terá mais de cinco anos para redesenhar sua estratégia, preparando-se para competir em outras atividades e em várias outras áreas da construção naval, como já está fazendo ao obter licença para operar como terminal de combustíveis e ao participar de licitação da Marinha do Brasil destinada à produção de navios de guerra (corvetas).

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