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Criança tem fêmur quebrado durante parto e mãe reclama de falta de assistência de hospital

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Uma mulher procurou o site para denunciar a falta de assistência do Hospital Geral de Ipiaú, no sul da Bahia, após a filha quebrar o fêmur durante o nascimento no dia 19 de março. Maria Aparecida Jesus Souza explicou que procurou a unidade de saúde com fortes contrações, fez uma ultrassonografia e foi constatada que a bebê estava sentada.

Foto: Reprodução

Durante a cesariana, a menina teve a perna quebrada. Segundo a mãe, ainda na sala pós-cirúrgica, o médico e o ortopedista a procuraram e avisaram que tinha tido uma “pequena fratura no fêmur” da criança e que a perna tinha sido imobilizada.

“Eu fiquei três dias sem ter noção do que tinha acontecido com a perna dela. Eu pensei que tinha apenas deslocado e na verdade quebrou no osso do fêmur dela. Quando foi no quarto dia, o pé da minha bebê estava inchado e roxo, eu me desesperei e procurei a direção do hospital. O ortopedista falou que tinha quebrado no meio da coxa e ela não podia ficar sem o gesso porque quando se mexesse ia se furar com o osso que quebrou. Foi quando eu vim ter noção do que tinha acontecido”, explicou.

Foto: Reprodução

A mãe afirmou que a perna da menina está torta, pois foi engessada para o lado e que procurou o Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, e o médico disse que estava com dificuldade para resolver o problema, já que a perna foi calcificada de forma errada. A mulher aguarda a próxima consulta para saber se vai ser necessário operar ou qual o procedimento mais conveniente para a menina.

Procurado, o diretor do Hospital Geral de Ipiaú explicou que tentou resolver o problema da criança. Ele disse que o ortopedista falou que a menina precisava de uma tração, mas como não tinha no município, eles encaminharam a bebê para o Hospital da Criança, em Feira de Santana. Mas, segundo o diretor, a mãe não quer mais fazer o tratamento em Feira.

“Ela está indo para vários médicos, só que ela me ligou dizendo que não ia mais para o Hospital da Criança. Agora se recusa a voltar, dizendo que está sentindo muita dor, que tem pouco tempo que teve a criança”, explicou.

O diretor afirmou que tentou dar toda a assistência para resolver a situação da criança, que ela teria que voltar essa semana na unidade de Feira para o médico avaliar o que precisaria ser feito, mas a mãe não que retornar.

Já Maria Aparecida afirmou que as duas vezes que foi para o Hospital da Criança com a promessa de que a menina passaria por procedimentos médicos, foi feito apenas um raio-X.

“Como é uma assistência que só vou ao hospital, faço um raio-X e retorno? As duas vezes que saí de Ipiaú para deixar internada , não ficou. Essa é a assistência que o diretor está dizendo que está me dando. Eu fui para Feira com quatro dias de cesariana e depois com treze dias de novo, chegou lá, trocou o gesso da menina, só isso. Essa é a assistência que está me dando”, conclui Maria Aparecida

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