Início Artigos Cleiton Pereira escreve – A Fazenda é pública ou política?

Cleiton Pereira escreve – A Fazenda é pública ou política?

0

Há tempos que estamos acompanhando o embaraçar e desembaraçamento de ações judiciais contra agentes políticos e agentes públicos nas Varas das Fazendas Públicas de diversas comarcas da Bahia e do Brasil. O que foge ao nosso acompanhamento e que traz bastante prejuízo além das ações julgadas contra tais agentes são os demais processos, que ficam PARADOS, sem julgamento, enquanto a justiça dá “prioridade” as espetaculares decisões liminares, que normalmente não se sustentam por muito tempo. E olhe que juízes e desembargados, nesses casos, chegam a fazer algo que normalmente não fazem: lêem boa parte do processo.

Quantos são os processos de cidadãos na Fazenda Pública aguardando julgamento? Quantos estão parados sem movimentação alguma há anos? Quantos aguardam há meses por uma decisão interlocutória (liminar)? Quantos processos sobre nomeação e posse de aprovados em concurso aguardam a análise do juiz – e sua decisão – para terem mais médicos, enfermeiros, agentes de saúde, professores, etc… atuando para melhorar o serviço público nos municípios dos estados brasileiros? Quantos Mandados de Segurança aguardam decisões dos meretíssimos senhores juízes para corrigir abusos e ilegalidades de políticos contra cidadãos comuns? Quantos trabalhadores tem seus processos errôneamente despachados, após anos parados, por que não foi devidamente analisado pelo magistrado, mas por um de seus estagiários?

Infelizmente, muitos acreditam que o judiciário é a solução de problemas políticos. O que é de longe uma grande mentira. O judiciário chega a ser muitas vezes “ferramenta” para o problema. Pois, enquanto alguns membros do judiciário e do Ministério Público se divertem de estar na mídia, o povo pena por justiça de verdade. Processos que beneficiam centenas, milhares e milhões de brasileiro são deixados de lado, sem serem sequer olhados em cima das mesas e gavetas, para dar espaços a entrevistas em rádios e TV, que darão notoriedade política para que aquele magistrado ou promotor possa a ser indicado futuramente para uma vaga de destaque em um tribunal, procuradoria, secretaria, ministério ou empresa privada.

Mas, nem tudo está perdido. É lógico que existem poucos juízes, desembargadores, promotores, procuradores e, principalmente, defensores públicos (esses sim tem meu total respeito), que atuam com zelo e dedicação nas instituições públicas promotoras da justiça social. São estes que, com toda certeza, dão significado real a palavra justiça. Os quais torço para que se multipliquem para o bem da sociedade. Não é a toa que o judiciário ficou tão desacreditado quanto à própria política. Será que eles se misturam?

Cleiton S. Pereira
Presidente da Juventude do Partido Democratas de Camaçari

Chefe de Gabinete e A 

gente de Fiscalização de Trânsito e Transporte
(Superintendência de Trânsito e Transporte Público de Camaçari – STT)

 

* Os artigos não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Print Friendly, PDF & Email

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.