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Alberval Figueiredo escreve: Vai sair o metrô da Paralela. E o calça-curta, como é que fica?

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O governo do estado está anunciando que no dia 18 ou 19 deste mês,  quando acontecem  as homenagens ao Dia da Consciência Negra,  celebrada  entre os dias 16 e 20 de novembro,  a presidente Dilma Rousseff estará em Salvador para anunciar a liberação  da primeira  etapa da verba do PAC  da Mobilidade a ser aplicada em Salvador. Os investimentos previstos são da ordem de R$18 bilhões de reais, mas o anúncio agora será de R$2,2 bilhões destinados á construção do metrô da Paralela.

É impossível a presidente vir à Salvador anunciar verba para o metrô da Paralela, sem dar uma satisfação à população de Salvador sobre o metrô calça-curta que já se arrasta há onze anos, carregando não locomotivas para transportar a população, mas o peso do desvio de mais de R$100 milhões de reais na sua construção, segundo o Tribunal de Contas da União, e todos os indicados pelo TCU  como possíveis responsáveis por esse desvio, continuam navegando na impunidade.

A população de Salvador quer ouvir da presidente qualquer coisa. Há pouco tempo atrás, circularam informações de que a presidente só liberaria recursos para o metrô da Paralela, depois de equacionado o metrô calça-curta, ou seja, a conclusão das obras, inclusive do segundo tramo, que é da Rótula do Abacaxi até a Estação Pirajá.

Pelo andar da carruagem, o nosso “Leãozinho”, chefe da Casa Civil do prefeito João Henrique deve está completamente por fora, senão ele já teria feito um comício eletrônico anunciando o que seria ou que será dito ou até o que não será dito pela presidente em  relação ao calça-curta.

Mesmo que ela não diga nada, a imprensa fará o seu papel de perguntar, porque se a presidente nada disser sobre esse famigerado metrô, será uma completa decepção para os baianos de Salvador, que terão todo o direito de pensar “estrelas” sobre esse metrô  da Paralela.  Para alguns técnicos, a implantação desse metrô é questionável o seu beneficio imediato para a população a ser beneficiada.

Quando eu digo população, não estou excluindo a possibilidade de ser uma obra eleitoreira para beneficiar a prefeita de Lauro de Freitas, onde Jutan afirma – e que não acredito, que será ela a candidata do governador Jaques Wagner à sua sucessão. Não acredito porque Luiz Caetano, sabedor de que terá dois anos fora da prefeitura de Camaçari até a eleição de governador,  procurou o guarda-chuva da UPB para se manter próximo aos prefeitos. Só que ele esqueceu de que no próximo ano haverá uma levada de novos prefeitos e aí a conversa é outra.

Com relação a uma possível corrupção nessas obras da Paralela, estou tranqüilo porque o senador Walter Pinheiro acaba de apresentar um projeto onde o denunciante de corrupção  terá direito a 10% do montante da corrupção denunciada. Mas só depois que o dinheiro desviado for devolvido. Será que do metrô calça-curta haverá algum ganhador de R$10 milhões de reais?

Por Alberval Figueiredo

Ex-Secretário de Comunicação do Governo da Bahia

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