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Mata de São João – Confusão e boicote em posse de suplente

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Aglomeração do lado de fora e plenário vazio, a cena fez parte da confusão protagonizada ontem (04), na Câmara de Vereadores de Mata de São João. Na última terça-feira (27), o vereador Alan Fialho (PDT), pediu licença do cargo. Ontem, o vereador licenciado, acompanhado do suplente Jonas Paiva (PTN) – que teve 507 votos – rumaram para a Câmara, esperando que Paiva fosse empossado. Porém, por falta de quórum não houve sessão. O vereador licenciado e o suplente acreditam que houve uma espécie de boicote.

“A minha licença foi aprovada imediatamente em plenário na semana passada, naquele mesmo momento, dia 27, já me afastei e no regimento também consta que a posse do suplente que é conhecido por todos, inclusive pela direção dessa Casa, deveria ser feito de forma imediata; o que de fato não veio a acontecer. Eu espero que a Casa seja recomposta por que está faltando um edil”, defende Alan Fialho.

De acordo com Jonas Paiva, a presidência da Casa alega que aguarda um documento  comprovando que ele é o suplente que deve tomar posse. Mas, no entendimento do suplente, a burocratização da sua posse faz parte de uma manobra política. “Acredito eu que existe uma manobra política, posso falar isso com muita autoridade, por que existe um governo em Mata de São João que está fazendo isso”, acusa Paiva. Segundo Ladislau Reis de Souza Filho – advogado do suplente – a Câmara está tentando ganhar tempo. Caso o impasse continue, o advogado acena com a possibilidade de solicitar um mandado de segurança para que o suplente assuma o cargo.

A presidente da Câmara, Luciene Tavares (DEM), mostra documentos e explica que diante da solicitação de licença, a Casa recebeu dois pedidos para o cargo. Um de Jonas Paulo, suplente da coligação e outro de Nadivaldo Seixas de Souza, suplente do partido. “Por medida de precaução, o que foi que eu fiz? Levei essa questão ao juiz eleitoral, que só hoje às 15:30 horas obtive uma resposta. Só de uma coisa eu tenho certeza: um dos dois vai ter que tomar posse. Se é hoje ou amanhã eu não sei”, explica Lucilene.

A presidente da Câmara aguarda o posicionamento do consultor jurídico da Casa, Wellington Osório. “Tão logo nós analisemos, caso a caso, ponto a ponto desse processo, nós estaremos emitindo um parecer terminativo. No prazo máximo de dois dias, nós estaremos emitindo esse parecer”, analisa o consultor. (Imagens – Vídeo Lins)

Laís Trindade

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