Jamessom da Silva Escreve – Trindade do Mal

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Nas duas ultimas décadas o país viveu sobre o domínio de governos alinhados

ideologicamente nas três esferas do poder, cidades e estados dependentes do poder

central, a ideia propagada de sucesso seria a consolidação de uma parceria e amizade

incondicional entre os gestores de um mesmo projeto partidário a frente dos poderes

executivos.

Debruçando-se sob as planilhas e os dados estáticos de avaliação de desempenho

oficiais do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, é notório que os

indicadores de desigualdade sociais se mantiveram estáveis nos últimos 15 anos, com

variações e oscilações insignificantes perto das metas pretendidas. A agenda de

governo tornou-se escancaradamente politica/ideológica e os caminhos razoáveis e

prudentes de uma boa gestão gerencial perdeu espaço diante de medidas imediatistas e

populistas.

As eleições dos partidos da base do PT/PMDB no período que governaram o país

abusaram de campanhas publicitarias apelativas, alinhando ideologicamente seus

candidatos e vendendo a ideia da importância de eleger todos que fizerem parte do

“Time de Lula” posteriormente do “Time de Lula e Dilma” para obter o paraíso, e todos

os outros caminhos nos levariam ao mar de fogo. O Alinhamento ideológico entre

prefeitos, governadores e a presidência da republica tornou a administração pública

lenta, mais burocrática, corrupta, permissiva e extremamente acomodada. Com o fim

dessa trindade do mal na gestão pública os estados e cidades desalinhados desse

projeto de poder ideológico conseguiram de maneira criativa manter a organização

social e a ordem pública minimamente funcionando mesmo com poucos recursos

disponíveis. Logo uma concorrência entre adversários políticos dos poderes executivos

foi estabelecida, o que era zona de conforto e estagnação deu lugar a utilização dos

recursos públicos com maior criatividade e maximização. A Bahia é um exemplo disso, a

disputa entre o governador do estado (Rui Costa, PT) e o prefeito de Salvador (ACM

Neto, DEM) causou uma onda de interversões urbanistas, atração de negócios,

incremento no turismo e a manutenção de projetos de cunho cultura e social, ao ponto

da população não conseguir identificar quem é o responsável direto pelas ações.

A população conheceu os dois lados da moeda, e hoje entende a necessidade de ter

governos ideologicamente opostos nos poderes executivos, nesse cenário a

concorrência naturalmente é estabelecida, a população é valorizada e o

desenvolvimento econômico e social é consequência dessas ações de competição.

 

Jamessom da Silva, Graduado em Gestão Pública. Pós-graduando em Gestão Municipal-UFBA.

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