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Quase metade dos candidatos a Câmara pela Bahia nunca foi eleito, apesar de insistência

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Foto: Reprodução (BNews)

A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior número de pessoas que participaram de eleições concorrendo a variados cargos e não obtiveram êxito. Um levantamento do jornalista Alexandre Aragão para a revista Piauí, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considerando as eleições ocorridas desde 1998, mostra que entre os atuais candidatos à Câmara dos Deputados, 46,2% são de renitentes, ou seja, candidaturas de pessoas que insistem na busca por votos na expectativa de serem eleitos em algum cargo eletivo.

O estado fica atrás apenas um ponto percentual do primeiro colocado. Também na região Nordeste, a Paraíba lidera o ranking dos renitentes com 47,2% do total de candidatos à Câmara pelo estado se enquadrarem nesta categoria. Atrás da Bahia, outro estado da mesma região, Pernambuco possui 45,6% de candidatos que nunca ganharam uma eleição, mas continuam insistindo.

O candidato baiano Rogério Tadeu Da Luz (PRTB) faz parte do grupo dos 3.332 candidatos brasileiros e dos 229 baianos que já disputaram uma ou mais eleições, concorrendo a diferentes cargos, mas nunca venceu. Aos 50 anos, em 2018 Da Luz chega a sétima tentativa de alcançar um cargo eletivo. Depois de concorrer à prefeito de Salvador, em 2004, 2012 e 2016, governador da Bahia nas eleições de 2006 e 2014, e a vereador da capital baiana em 2008 e de ter passado pelos partidos como PAN, PSDC e PMN até chegar ao atual, em que exerce o cargo de presidente estadual.

O candidato afirma que tem como inspiração o ex-presidente americano Abraham Lincoln e garante que a conquista de um cargo político trata-se de um sonho. Da Luz atribui a falta de sucesso nos pleitos ao atual sistema político. “A dificuldade que eu vejo é que a política é feita pra manter quem já está no poder, afasta os honestos, o ladrão é que se dá bem”, declara ao responsabilizar a falta de tempo de propaganda na televisão e de verba para campanha como motivo para que os eleitores não comprem suas ideias.

Por fim, o candidato afirmou que sua vocação é para o poder executivo, mas que a atual situação política do país fez com que ele investisse em 2018 a um cargo na Câmara: “Tenho a administração nas veias, o baixo nível do Congresso fez com que eu me sentisse tentado a ir lá e botar o dedo na ferida” afirmou.

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