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Jamessom da Silva escreve – “Xeque Mate”

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Em regra no jogo o vitorioso é conhecido apenas ao final da competição, entretanto, o resultado é uma variável que depende dos interesses de quem o controla, até uma derrota quando estrategicamente calculada é uma vitória. A definição que põe fim a partida é o que realmente interessa ao jogador.

As movimentações iniciais em Camaçari apontam a liderança da oposição ao fim dessa eleição nas mãos do ex-prefeito, hoje deputado federal petista, nada novo. Em silêncio, pulverizando e estimulando diversas candidaturas a deputado estadual entre seus aliados, com o discurso simplório de derrotar o candidato do governo, o mesmo consegue emplacar seu nome mais uma vez como a única possibilidade para os próximos pleitos em seu grupo politico. Após dissolver os votos da oposição, e manter em sua órbita seus liderados, o jogo segue, sem causar arranhões e impedindo o candidato a deputado estadual petista no município de conseguir uma votação acima dos demais. A renovação desse grupo será apenas permitida caso haja impossibilidade legal no registro da candidatura do ex-prefeito, caso consiga afastar essa possibilidade, o xeque-mate será dado. O desejo em derrotar o adversário interno é maior que a vontade de vencer o candidato do governo.

A estratégia usada para impedir a renovação nesse caso não é nova, nada genial, o estarrecedor é como foi conduzida, escancaradamente fragilizando e menosprezando os aliados. Esses são os instrumentos da velha política, os quais deixam lições, apesar do seu sepultamento anunciado, jamais deve ser subestimada, a sobrevivência desse modelo de política depende dos atores em suas instituições.

Jamessom Da Silva, Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Gestão Pública Municipal-UFBA.

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