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Helio Defaria escreve – Coisas da Politica, Inércia de uma administração publica

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Cada vez que escuto um discurso ou uma entrevista da prefeita (que são poucas), fico mais impressionado com seu desconhecimento da vida e dos problemas de Conceição do Jacuipe.

A prefeita afirma que é mentira contrapor a sua administração, que coleta impostos, tapa buracos e recolhe lixo, à prefeitura-planejadora, que inova e olha a cidade para um futuro. Não existe, mas sim, uma  incompetência: a prefeitura não cumpre sua função de zelar nem de planejar o futuro.

Mesmo contando com a boa vontade dos críticos, é inegável que a atual prefeita piorou a cidade. Ela a recebeu após as gestões João de Roque e Tânia Yoshida com menos de R$ 3.000,00 de FPM (Fundo de Participação dos Municípios) mensais, além de um amplo acervo de obras concluídas nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura. Até agora, nada de positivo criou.

A prefeita insiste em dizer que precisa disputar palmo a palmo a versão dos fatos, mas os fatos insistem em desmentir as versões. A prefeitura diz que mais de 80% do seu plano de governo foram executados, porém, a saúde vai de mal a pior e no social pior ainda negando quase todos os pedidos de assistência aos menos favorecidos do município.

Ela afirma que a culpa pela sua falta de investimento na cidade, é dos vereadores, que negam todos os seus pedidos de suplementação, mas se esquece de falar da total ausência de manutenção e a uma falta de transparência de sua gestão;
O discurso dá menos trabalho do que a prática, mas os fatos são implacáveis.

No seu discurso de posse, a prefeita se comprometeu apresentando diversas metas do seu plano de governo, que ela sendo enfermeira, iria incrementar na cidade um atendimento na saúde, e daria um apoio constante a assistência social, pois ela sabia das necessidades de todos os moradores de Conceição do Jacuipe. Precisou o governo federal construir os primeiros PSF que foram implantados na cidade sem usar verba própria, e, que vem ocasionando atualmente, um péssimo atendimento, a população não consegue marcar exames laboratoriais (sempre suspensos) e a marcação de consulta para atendimento de especialidades medicas, não conseguem com menos de 30 dias.

Quanto a Assistência Social, nestes 5 anos que se passaram, serviu para coordenar palestras onde foram gastos mais de R$ 1.000.000,00 e uma atrapalhada administração de um programa de governo (Brasil alfabetizado) onde quem ganhou foram as exageradas consultorias e o super faturamento dos  fornecedores de alimentos, pois os instrutores estão ate hoje a verem navios, não conseguindo receber seus proventos. Na habitação, conseguiu através de um financiamento da Caixa Econômica, a construção de quase 500 casas, mas para isso precisou transformar através de decreto uma área rural em área urbana, conseguindo assim com essa construção assassinar uma nascente de um rio, rio este que servia para que os moradores da localidade do Oitizeiro usavam para as suas plantações de hortaliças, hoje totalmente poluído.

A prefeita prometeu construir algumas creches que seriam usadas para que as mães deixassem seus filhos e fossem trabalhar para ajudarem seus maridos no complemento da renda familiar. O que foi feito? Das 11 que foram encontradas no município ela reduziu para 2.  A prefeita, não “desliza investimentos”, ela os engaveta por inépcia ou por inviabilidade.

As finanças foram comprometidas. O que era possível fazer com a renda recebida nos governos anteriores, ela não consegue trabalhar mesmo recebendo 3 vezes mais. Nos últimos anos, as contas fecharam no limite, gastou quase a mesma coisa do que arrecadou. Para onde foram esses investimentos?

A prefeita não escuta o povo, os “amigos do Rei” são os que são atendidos com “benesses”, um favorecimento nunca visto na cidade, mas continua esquecendo o sofrimento dos que vivem nos bairros, onde os programas de reconstrução de casas para os necessitados, limpeza de calcadas e do sistema de drenagem não saem do discurso.

Um verdadeiro furacão que passa por Conceição do Jacuípe é a atual gestão, que está devastando a cidade, a despeito das palavras moderninhas e com discursos totalmente vazios,
E viva o São João!

Quem viver verá!!

Helio Defaria

 

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